dimanche, novembre 27, 2005

carve your heart out yourself
hopelessness is your cell
since you've drawn out these lines
are you protected from trying times?

man, it takes a silly girl
to lie about the dreams she has
lord, it takes a lonely one
to wish she had never dreamt at all
oh look now
there you go with hope again
oh, you're so sure i'll be leaving in the end



cada vez que eu acho que contribuí pra uma coisa ruim que acontece, as coisas acabam melhorando.
parei pra pensar nisso. nesse ano aconteceram umas coisas que não foram lá as melhores experiências da minha vida, mas (pelo menos as que eu tenho em mente agora) acabaram me aproximando das pessoas envolvidas nelas comigo.
e no final das contas, nenhum desses eventos foram culpa minha, mas eu sempre estava lá. o famoso 'já estava assim quando eu cheguei'. e eu ficava com medo da minha relação com essas pessoas mudarem.
o negócio é que mudou. e mudou bastante, o suficiente pra eu perceber isso sozinha (raridade). esse ano foi maravilhoso, conheci pessoas lindas, AMIGOS de verdade. não importa o problema que eu tiver, o menor deles não é ridicularizado (não TANTO.. hauhuha) e meus amigos estão lá pra me ajudar nas coisinhas mais ridículas que passam pela minha cabecinha lerda e cheia de minhoquitas.
conheci amigos que me acompanham na fossa, que me acompanham nas alegrias, que me ajudam quando eu estou com dificuldades, que eu ajudo quando estão com dificuldades, que me dão bronca, que me aconselham, que brigam comigo, que choram comigo, que desabafam comigo, que precisam da minha ajuda, de quem eu não viveria sem a ajuda, que acham que eu sou louca, mas mesmo assim respondem à minha insanidade.
e mesmo assim, a má tem medo que ano que vem as coisas mudem de novo. quer dizer, eu até sei que as coisas vão mudar. mas eu tenho medo de que dessa vez não seja pra nos aproximar. tenho medo que ano que vem não faça mais amigos de verdade, como fiz esse ano e que, ao mesmo tempo, eu vá perdendo amizades que eu construí com essas pessoas maravilhosas que eu conheci.
quando minha mãe me dizia que a faculdade é a melhor época da vida de uma pessoa, eu achava isso muito distante. pensava nas responsabilidades, na pressão de você aprender coisas novas e ter que saber tudo pelo resto da sua carreira. amigos pro resto da vida. que te convidam pro casamento deles. que te convidam pra ser madrinha dos filhos deles. que te convidam pra festa de 1 ano dos filhos deles. que te reencontram nas festas de 5, 10, 15, 20 anos de formados. e vice-versa.
já comecei a fazer uma lista de resoluções para 2006 (coisa que eu nunca coloquei no papel), e nela está, além de “fazer novos amigos”, “manter os ‘antigos’ perto”.
que fique claro que eu não to reclamando. percebi que tem tantas coisas legais acontecendo na minha vida que não tenho o direito de reclamar dela.
(mas a coisa que eu mais precisava que acontecesse, não acontece)








(mas vai acontecer. de um jeito ou de outro...)

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